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Quase um amigo real


Quem não se diverte com as trapalhadas dos outros? E quando, além das risadas, nos identificamos com uma pessoa azarada? É justamente esse o motivo que levou o estudante Henrique Carro Tomaz Ramos, 10 anos, de São Bernardo, a ser fã de Diário de um Banana, lançado há dez anos no Brasil.

“Fiquei sabendo do livro na escola pelos amigos. Mas não comecei pela primeira edição. Li o quarto e o sexto exemplares”, conta. “Greg é como nós. Não é um herói, muito pelo contrário. As coisas dão errado e tudo bem falar sobre elas. E a forma como ele escreve no seu diário faz os desastres parecerem piada”, diz o menino, que coleciona os 11 livros da série e já pediu para a mãe o novo volume recém-chegado ao País.

Ele ainda conta que chega a ler cada exemplar em, no máximo, dois dias. Também acompanha as falas do autor, sempre presente nas páginas finais. “Além de escrever esses livros, ele também já fez jogos, games. Outra coisa que amo.”

Seus colegas do Colégio Iesp, de São Bernardo, também acompanham a série. Detalhe que estão ansiosos para o segundo bimestre, quando deverão ler o 12º livro para projeto especial no qual apresentarão a história como peça teatral para todos os estudantes da escola.

“A verdade nua e crua de Greg é o que faz com que muitos se identifiquem. Os livros relatam as mudanças no corpo dele, as férias frustradas, as amizades na pré-adolescência e as responsabilidades que adquirimos em casa e no colégio”, comenta Gabriela Manzi Demenis, 12.

Sarah Pacheco Rocha Amâncio, 11, destaca a mescla entre texto e ilustrações na diagramação dos exemplares. “Sempre amei ler gibis e acredito que os Diário de Um Banana têm alguma semelhança. Os desenhos tem espaço e facilitam a leitura, que não fica pesada. A linguagem informal também deixa o personagem mais próximo.”

Encontrar uma história interessante é importante para alimentar o gosto pelo hábito de ler na infância. “Ler a série só aumentou minha paixão por leitura, muito incentivada por minha tia, que é escritora. Em casa tenho mais de 50 livros que li e as aventuras do Greg estão entre minhas preferidas”, revela Gabriel Silva Cônego, 11, que acompanhou os filmes no cinema. Leia mais no Diarinho do Grande ABC.